top of page

Taxa Selic em 2% - Como a Previdência Privada está lidando com isso?

A Selic, sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, ou simplesmente Taxa Selic, é a taxa básica de juros da economia brasileira. A cada 45 dias, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reúne para, entre outras coisas, avaliar as metas econômicas e, assim, manter, aumentar ou diminuir a Taxa Selic. Na última reunião, em agosto de 2020, por exemplo, o Copom decidiu por reduzi-la e a definiu em 2% ao ano.


A Taxa Selic é um indicador que influencia praticamente toda a economia brasileira e, claro, afeta diretamente todas as outras taxas de juros, como as cobradas em empréstimos, financiamentos e até mesmo de rentabilidade em investimentos financeiros, como a da previdência privada.


Para você que já é cliente da Privian Corretora ou para quem está cogitando contratar conosco um plano, a Taxa Selic importa muito e impacta nos rumos que terá a sua previdência privada neste ano de 2021. E mais: para quem investe em Renda Fixa, como a poupança, ela acende um sinal de alerta quanto aos rendimentos que tendem a ficar negativos, ou seja, perderem valor frente à inflação. Isso acontece porque a Renda Fixa é composta, basicamente, por títulos públicos, os quais têm seus rendimentos atrelados à Selic.


Quais investimentos são afetados pela Taxa Selic?

Considerando que a Taxa Selic tem forte influência na taxa de remuneração de diversos investimentos, qualquer mudança na Selic impacta a rentabilidade desses produtos financeiros. São eles: Títulos do Tesouro Direto (Tesouro Selic), Caderneta de Poupança e Investimentos de Renda Fixa.


O Tesouro Selic é um título público cuja rentabilidade está indexada à Taxa Selic. Quando a Selic é reduzida, também fica menor a rentabilidade do título – e o mesmo vale para a situação contrária: um aumento na Selic torna os títulos públicos mais vantajosos.


A Poupança, o investimento preferido por 89% dos brasileiros, também sofre muito os efeitos das mudanças na Selic. Isso porque seu rendimento, por definição, está atrelado à taxa. Se a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a Poupança rende 0,5% sobre o valor depositado + Taxa Referencial (que atualmente é zero). Se a Selic estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano, a Poupança rende 70% da Selic + Taxa Referencial. Ou seja, com a Selic em 2%, a rentabilidade da poupança diminui – e muito –, perdendo até mesmo para a inflação. Ou seja, não compensa.


E os investimentos de Renda Fixa? Mudanças na Taxa Selic impactam o CDI, um dos índices de rentabilidade mais usados por investimentos de Renda Fixa. Quando a Taxa Selic diminui, o CDI também fica mais baixo. CDBs, LCIs, LCAs, LCs são os investimentos mais comuns que usam o CDI como indicador de rentabilidade. Esses investimentos terão sua remuneração afetada sempre que houver mudanças na Taxa Selic.


Como a previdência privada é afetada pela Selic?

Todo plano de previdência privada é formado por carteiras de fundos de investimento. Basicamente, a gestora do seu plano pega o seu dinheiro e reinveste no mercado financeiro na busca por rentabilidade que, depois, é repassado a você em forma de rendimentos. A definição entre quais serão os investimentos escolhidos para fazer a sua previdência privada render fica a cargo de um comitê de investimentos que estuda os mercados permanentemente.


Então, dentro das possibilidades existentes, o comitê de investimentos harmoniza um certo percentual em Renda Variável – com mais possibilidade de rentabilizar, porém, também com maiores riscos – e outro percentual em Renda Fixa – que rentabiliza menos, mas confere mais segurança ao seu dinheiro. O que define quanto do seu dinheiro irá para a Renda Variável e quanto para a Renda Fixa são as oportunidades de rentabilizar vislumbradas pelo comitê e, claro, a visão de longo prazo, que é sempre levada em consideração para a previdência privada.


Quando falamos de um plano de previdência privada, não estamos falando do que acontecerá na economia no próximo mês, semestre ou ano, mas sim de um período que pode durar décadas! Sendo assim, o atual contexto de juros baixo traz um desafio ainda maior aos gestores de investimentos, mesmo que todo investimento realizado por eles seja projetado para o futuro e não para o momento”.


O que o investidor da previdência privada pode fazer para rentabilizar mais?

Uma boa maneira de aumentar a rentabilidade de sua previdência privada é aproveitar estes momentos em que a cota esteja desvalorizada para realizar maiores aportes.


Existe a correta – em parte – afirmação de que correr mais risco nos investimentos é sinônimo de maior retorno. O que normalmente não se ouve é que assumir maiores riscos na busca de maior retorno pode nos trazer, justamente, o que não estamos perseguindo: maior prejuízo. Por isso, a Privian Corretora busca parceiros que avaliem riscos controlados e monitorados. Cada um dos planos de previdência comercializados são administrados pelas seguradoras e são submetidos a diversos modelos de estresse que mensuram o ‘apetite’ ao risco de cada plano.


23 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Comments


bottom of page